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Mais uma dose

A muito tempo sem postar. Ultimamente me sinto estranho. Me encontrando muito comigo mesmo. Acho que estando mais no meu mundo interior, do que exterior. As minhas atuais definições. Depois de acontecimentos. Depois de altos e baixos, estou bem. No marco zero. Podendo começar tudo novamente. E esse tudo, que está tão diferente. Pessoas à minha volta, fazendo as mesmas coisas, e eu nem se quer me lembro de algo que fazia. Ao mesmo tempo gostando de ter um tempo comigo mesmo, e tentando lidar com o tédio vindo do costume. Flutuando em um espaço, onde se vê lembranças misturadas aos acontecimentos atuais, coisas e pessoas perto e longe ao mesmo tempo, possibilidades e acontecimentos tão distantes, sonho e realidade que podem ser definidas talvez como a mesma coisa. 

Mais uma dose de whisky, e de felicidade.

Gabriel de Castro Dias De Biase.

05.20.12 0
O Interior da Alma

O olho do espírito em parte nenhuma pode encontrar mais deslumbramentos, nem mais trevas, do que no homem, nem fixar-se em coisa nenhuma, que seja mais temível, complicada, misteriosa e infinita. Há um espectáculo mais solene do que o mar, é o céu; e há outro mais solene do que o céu, é o interior da alma.
Fazer o poema da consciência humana, mas que não fosse senão a respeito de um só homem, e ainda nos homens o mais ínfimo, seria fundir todas as epopeias numa epopeia superior e definitiva. A consciência é o caos das quimeras, das ambições e das tentativas, o cadinho dos sonhos, o antro das ideias vergonhosas: é o pandemónio dos sofismas, é o campo de batalha das paixões. Penetrai, a certas horas, através da face lívida de um ser humano, e olhai por trás dela, olhai nessa alma, olhai nessa obscuridade. Há ali, sob a superfície límpida do silêncio exterior, combates de gigante como em Homero, brigas de dragões e hidras, e nuvens de fantasmas, como em Milton, espirais visionárias como em Dante. Sombria coisa esse infinito que todo o homem em si abarca, e pelo qual ele regula desesperado as vontades do seu cérebro e as acções da sua vida!

Victor Hugo, in ‘Os Miseráveis’

04.25.12 0
Zoom Stella by Natalie Shau

Stella by Natalie Shau

03.15.12 154
Zoom another great Banksy piece called “Punk Mum”

another great Banksy piece called “Punk Mum”

03.15.12 424
Zoom Roma by Arian Behzadi
03.15.12 64
Zoom 
Back to Earth by Pedro Matos


Back to Earth by Pedro Matos

03.15.12 59
Zoom so surreal

so surreal

01.24.12 330
Insignificância

À beira do meu próprio abismo, me vi.
Neste tempo, estado, e lugar só meu.
Tal como o fim físico do universo,
Indescritível, Intangível, em seu próprio nada, imerso.

Minhas sensações, relutam dentro de mim,
Para se terem fora,
Se fazerem a parte culpada do meu fim.

Sem a armadura da minha personalidade,
Ou os costumes impostos,
Fico sozinho,
Com a voz da minha mente.

Eu o sinto mais do que espontâneo,
Medo.
Principalmente pelo desconhecido.

Sabendo tão pouco,
O que acerca a existência,
Mesmo o fim do meu ser,
Perco a responsabilidade,
Do que penso, faço.

Perco a responsabilidade,
De propriamente existir.

O nosso fim,
Está sempre tão perto,
E somos insanos o bastante,
Para não ter medo.

Lucidamente louco.

Gabriel de Castro Dias De Biase.

01.19.12 0

Cem dias me fizeram mais velho,
Desde o ultimo momento em que eu vi seu lindo rosto
Milhares de mentiras me fizeram mais frio
E eu não sei se eu posso ver isso da mesma maneira
Mas toda distância que nos separam
Desaparecem quando eu sonho com o seu rosto

01.14.12 0
Zoom magnolius:

Impressive figurative sculpture made of iron nuts - by Valencia based artist Manuel Martí Moreno

magnolius:

Impressive figurative sculpture made of iron nuts - by Valencia based artist Manuel Martí Moreno

01.14.12 136